Presidente do Senado e petista estão em embate após indicação do nome de Messias
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a aliados ter cerca de 60 votos para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração aumenta a pressão sobre o governo e envolve risco real de derrota para o nome escolhido pelo presidente Lula. (PT). Alcolumbre fez campanha aberta para indicação de Rodrigo Pacheco, senador de Minas Gerais, ao cargo.
Aliados de Alcolumbre dizem que, mesmo com uma mobilização do Executivo, o presidente do Senado pode abreviar o tempo de votação para dificultar a obtenção dos 41 votos necessários à aprovação — estratégia apelidada de “corrida” para ver quem vota primeiro no plenário.
Para Alcolumbre, a disputa não é apenas sobre o nome indicado, mas também sobre reafirmar o papel do Senado na aprovação de ministros do STF — e sobre preservar sua influência em escolhas que envolvem a Corte.
Mesmo com o desgaste, a sabatina de Messias já está marcada para 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com votação prevista para o mesmo dia. A proximidade da data aumenta a tensão entre governo e Senado.
Nos bastidores, governistas avaliam negociar outras prerrogativas (cargos e postos importantes) para evitar a derrota — mas para eles há forte descrença de que Messias conseguirá os votos suficientes.
Para se tornar ministro do STF, Messias precisa de 41 dos 81 votos no Senado, a maioria absoluta do cenário. Qualquer placar menor que 41 levará a rejeição do nome, algo que não ocorre desde o século 19.












