A Casan precisou da ajuda de quem também estava na linha de frente
Os dias de enchente em Rio do Sul e região ficaram marcados mais uma vez pela força da água… e pela resistência de quem precisou manter serviços essenciais funcionando em meio ao caos. Entre eles, o abastecimento de água — um desafio que a Casan enfrentou minuto a minuto, sob pressão, lama e incertezas.
A chefe da Agência da Casan de Rio do Sul, Raquel Petry, explicou que, a estação de tratamento de Rio do Sul atende um sistema integrado que abrange seis municípios: Rio do Sul, Aurora, Agronômica, Laurentino, Lontras, Serra São Miguel e parte de Ibirama. São dezenas de quilômetros de redes espalhadas por uma das regiões mais castigadas pelas enchentes e deslizamentos de 2023. Se na captação o sistema resistiu, na distribuição o cenário era outro.
Cada deslizamento, segundo Raquel, representava uma nova ruptura na rede… muitas vezes em locais onde nem era possível chegar. Mas a enchente foi maior que qualquer planejamento. A Casan precisou da ajuda de quem também estava na linha de frente: todos unidos para garantir que a água continuasse chegando às casas — mesmo quando muitas delas estavam debaixo d’água.

Enquanto parte da população deixava suas casas, muitos funcionários da Casan também estavam isolados… alguns com as próprias residências atingidas. Ainda assim, seguiram trabalhando — e muitas vezes sem nem conseguir voltar para casa entre um turno e outro.
Uma enchente que deixou marcas, mas também mostrou que, quando o Alto Vale enfrenta a água… ninguém enfrenta sozinho.
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