Ato previsto a partir desta quinta-feira (04) foca em demandas trabalhistas e regulatórias da categoria
O desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, se reuniram nesta terça-feira (2), em Brasília, para protocolar uma ação que busca legalizar a paralisação nacional da categoria, prevista para começar nesta quinta-feira (4).
Em vídeo publicado no Instagram, Chicão afirmou que o movimento contará com “todo o suporte jurídico necessário para o ato, dentro da legalidade que a lei estabelece e com o apoio de todos vocês”. Coelho, que recentemente tem defendido a concessão de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, tem participado de mobilizações relacionadas a esse tema.
Apesar da atuação política do ex-magistrado, fontes ouvidas pelo Metrópoles afirmam que a paralisação marcada para esta semana não tem relação com a pauta da anistia, mas sim com reivindicações específicas dos caminhoneiros. Entre os principais pontos estão maior estabilidade contratual, cumprimento efetivo das leis, revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e concessão de aposentadoria especial após 25 anos de atividade, comprovada por recolhimento previdenciário ou documentação fiscal.
Sebastião Coelho agradeceu a confiança do movimento e disse acreditar em um “processo vitorioso para toda a categoria diante da pauta que será apresentada”.
Convocações anteriores por anistia
Na semana passada (24), após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, Coelho publicou um vídeo convocando uma paralisação nacional em defesa da anistia. Na gravação, afirmou que o movimento seria “o caminho que restou” e que o Congresso Nacional seria o principal destinatário do protesto.
“O objetivo é a anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de Janeiro e para o presidente Bolsonaro”, disse. Ele orientou que líderes de diferentes setores mobilizassem suas bases e destacou que apenas serviços essenciais, como bombeiros, hospitais e ambulâncias, deveriam continuar funcionando.
Segundo Coelho, a paralisação “dificilmente” começaria de forma totalmente nacional, mas poderia crescer gradualmente conforme outros setores se somassem ao movimento.
Confira o anúncio sobre greve de caminhoneiros
Fonte: ND Mais








