Uma boa notícia para quem compra, mas que preocupa a indústria e os produtores
O arroz segue em queda nas prateleiras dos supermercados e, nesta semana, ficou ainda mais barato. A tendência é que o preço sofra nova redução nos próximos dias, reflexo da crise enfrentada pelo setor. A supersafra 2024/2025 resultou em excesso de produção, mas o escoamento do produto armazenado não acompanhou o ritmo, derrubando os valores.
A previsão é que já neste fim de semana os consumidores encontrem o quilo do arroz custando menos de R$ 2. Uma boa notícia para quem compra, mas que preocupa a indústria e os produtores.
Em 2024, 5 quilos do grão custavam cerca de R$ 24. Hoje a oferta no mercado chega de R$ 10 a R$ 12. A previsão é que a partir deste final de semana se perceba a queda no preço do arroz, que ficará entre R$ 1,99 e R$ 2,30.
A previsão é que a partir deste final de semana tenhamos queda no preço do arroz, que ficará entre R$ 1,99 e R$ 2,30.
Mesmo com o preço mais baixo, o consumo do produto não aumentou. A queda também é impulsionada por uma medida do governo catarinense. Desde 1º de setembro, o governador Jorginho Mello zerou o ICMS em seis itens da cesta básica, entre eles o arroz, o que reforçou o barateamento nas gôndolas.
Preocupação entre os produtores
Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, atrás apenas do Rio Grande do Sul. De acordo com dados do SindArroz (Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina), são 147 mil hectares destinados à produção do grão em solo catarinense, responsável por mais de 10% do abastecimento nacional. A maior parte dessa produção ocorre na região Sul.
A estimativa é que o setor movimente cerca de R$ 1 bilhão ao ano, com aproximadamente 150 mil empregos distribuídos entre o campo e a indústria. Walmir Rampinelli, presidente do SindArroz, analisa o cenário com preocupação e não vê, no momento, uma luz no fim do túnel. O excesso de estoque chega a 2 milhões de toneladas.
Fonte: ND +












