Defesa pediu presença dos filhos, mas apenas Michelle foi liberada
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a realização da cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no dia de Natal, atendendo a um pedido da defesa. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 21 de novembro.
Cirurgia autorizada pelo STF
Bolsonaro será internado nesta terça-feira (24) no hospital DF Star, em Brasília. Ele foi diagnosticado com hérnia inguinal bilateral, condição que afeta os dois lados da região da virilha. De acordo com a perícia médica realizada pela Polícia Federal, o quadro exige intervenção cirúrgica.
Perícia aponta agravamento do quadro
O laudo pericial indicou piora progressiva da condição de saúde do ex-presidente após a comparação de exames antigos com os realizados no último dia 14. Segundo os peritos, a causa mais provável do agravamento é o aumento da pressão intra-abdominal, decorrente de episódios de soluços e tosse crônica.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes autorizou apenas a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante o período de internação. A defesa havia solicitado que os filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro pudessem atuar como acompanhantes secundários, mas o pedido foi negado. Moraes determinou que qualquer visita adicional deverá ser previamente autorizada pelo STF.
Situação jurídica
Jair Bolsonaro está preso desde 21 de novembro. Inicialmente, a detenção ocorreu de forma preventiva. Posteriormente, com o trânsito em julgado do processo ao qual responde, ele permaneceu custodiado na Polícia Federal. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão.
Histórico de saúde
As sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 continuam impactando a saúde de Bolsonaro. Antes da prisão, ele já havia sido submetido a diversas cirurgias. A defesa utiliza esse histórico médico para fundamentar pedidos de concessão de prisão domiciliar, que, até o momento, não foram autorizados pela Justiça.
Fonte: UOL












