Ex-presidente ficou 14 dias internado em Brasília e apresentou quadro de broncopneumonia bilateral, o mais grave já registrado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após permanecer internado por 14 dias no Hospital DF Star, em Brasília. Ele deixou a unidade por volta das 10h e seguiu para sua residência no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico. A internação teve início em 13 de março, quando Bolsonaro passou mal enquanto cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. O diagnóstico foi de broncopneumonia bacteriana bilateral a terceira pneumonia enfrentada pelo ex-presidente e considerada a mais severa até o momento.
Durante o período hospitalar, Bolsonaro passou por exames como tomografia, testes laboratoriais e painel viral. O tratamento incluiu antibióticos intravenosos e acompanhamento intensivo, com posterior evolução para cuidados semi-intensivos. Segundo boletins médicos, ele apresentou melhora progressiva, apesar de sintomas iniciais como dores musculares, náuseas e cefaleia. O último relatório indicou ausência de infecção aguda e estabilidade clínica, permitindo a alta com recomendação de acompanhamento domiciliar.
A prisão domiciliar por 90 dias foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base no quadro de saúde do ex-presidente e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. A decisão prevê uso de tornozeleira eletrônica, restrição de visitas e proibição de uso de celular e redes sociais. Familiares próximos poderão visitá-lo em dias e horários específicos, enquanto atendimentos médicos estão liberados sem necessidade de autorização judicial.
De acordo com a decisão, o período de recuperação pulmonar pode variar entre 45 e 90 dias, ao fim dos quais a situação será reavaliada. A equipe médica também indicou a necessidade futura de uma cirurgia no ombro direito, possivelmente relacionada a uma queda sofrida em janeiro. Desde o atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro já passou por 14 cirurgias, muitas delas ligadas a complicações do ferimento abdominal e a quadros recorrentes, como o soluço crônico que pode agravar problemas respiratórios.












