A produção do filme “Dark Horse”, que terá o ex-presidente Jair Bolsonaro como protagonista de uma narrativa ficcional, começou nesta segunda-feira (20). O longa, dirigido pelo cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, tem lançamento previsto para 2026 e promete recontar, sob forte dramatização, o atentado a faca ocorrido durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora (MG).
O roteiro é baseado no texto “Capitão do Povo”, escrito pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), e pretende retratar Bolsonaro como um “improvável vencedor” das eleições presidenciais daquele ano. A obra adota um tom heroico e inclui flashbacks fictícios que mostram o então militar do Exército, nos anos 1980, enfrentando o tráfico de drogas e se tornando alvo de supostas conspirações da esquerda e do crime organizado.
A trama também cria episódios imaginários envolvendo novas tentativas de assassinato contra Bolsonaro enquanto ele estava internado após a facada. No enredo, o principal vilão é um traficante rico e influente, que teria sido preso pelo protagonista durante sua atuação no Exército. O agressor inspirado em Adélio Bispo será chamado de Aurélio Barba.
A família Bolsonaro terá presença garantida no filme. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) será interpretado pelo ator brasileiro Sérgio Barreto; o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelo norte-americano Eddie Finlay; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por Marcus Ornellas. A trama também incluirá a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha caçula, Laura.
A produção ainda não divulgou imagens oficiais ou detalhes adicionais sobre o elenco completo, mas o projeto já gera repercussão por misturar acontecimentos reais com elementos ficcionais e narrativas de ação.

O ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo (2004), foi escolhido para viver Jair Bolsonaro em uma produção cinematográfica. O nome do artista já vinha sendo mencionado há meses em perfis conservadores nas redes sociais, onde era apontado como a opção “ideal” para interpretar o ex-presidente brasileiro.
Fonte: Bruna Rocha / Estadão











