Tainá foi levada em estado grave ao hospital de Chapecó e ficou dez dias na UTI, morrendo na última sexta-feira (28)
A bombeira militar Tainá Pauli completaria 29 anos nesta segunda-feira (31). No entanto, um dia antes, no domingo (30), familiares, amigos e colegas de corporação se reuniram para a despedida de Tainá. Ela morreu durante um curso de mergulhador autônomo do Corpo de Bombeiros Militar e, 12 dias após o incidente, as causas do afogamento ainda não foram esclarecidas. Tanto o Corpo de Bombeiros Militar de SC como os familiares preferiram não se pronunciar sobre as circunstâncias do acidente que levou Tainá à morte, até a conclusão do inquérito policial.
O que se sabe até o momento é que Tainá participou de um curso de mergulho em grandes profundidades no dia 19 de março, no Rio Itajaí-Açu, com outros bombeiros de diferentes cidades do estado. Durante um dos treinamentos, ela mergulhou, mas não voltou à superfície. A bombeira foi resgatada, mas por ter ficado muito tempo submersa, ela foi retirada da água com afogamento grau 6, o estágio mais grave na escala, caracterizado por parada cardiorrespiratória e ausência de sinais vitais. Tainá foi levada em estado grave ao hospital e ficou dez dias na UTI, morrendo na última sexta-feira (28).
Em um ato de generosidade, sua família autorizou a doação de órgãos, perpetuando sua missão de ajudar o próximo. Se tivesse concluído o curso, Tainá teria sido a primeira mulher do batalhão de Chapecó a se formar no mergulho autônomo.
Fonte: ND +