Atualmente, cerca de 50 animais estão sob responsabilidade da entidade
O Jornal do Alto Vale desta quarta-feira (24) foi dedicado à causa animal e recebeu o presidente da Associação Protetora dos Animais Desamparados (APAD) de Rio do Sul, Patrick Münzfeld, para um balanço das ações realizadas ao longo de 2025, os principais desafios enfrentados pela entidade e a atuação diante do aumento dos casos de esporotricose no município.
Segundo Patrick, a APAD encerra o ano com um investimento total de aproximadamente R$ 721 mil, o que representa uma média mensal de R$ 60 mil em despesas com atendimentos veterinários, resgates, medicamentos, alimentação e manutenção dos animais. Atualmente, a entidade conta com apenas oito voluntários ativos na diretoria e recebe da Prefeitura de Rio do Sul um repasse mensal entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, valor que cobre cerca de metade das despesas.
O restante dos recursos é arrecadado por meio de ações promovidas pela própria associação, como a Feijocão, pedágios solidários e outros eventos.
Mais de 2 mil animais atendidos em 2025
Ao longo de 2025, mais de 2 mil animais passaram pela APAD, entre resgates, castrações e atendimentos diversos. Atualmente, cerca de 50 animais estão sob responsabilidade da entidade, distribuídos entre clínicas veterinárias, lares temporários e residências mantidas com apoio da associação.
Patrick destacou que, em muitos casos, a APAD realiza o chamado controle populacional, resgatando o animal, promovendo a castração, vacinação e tratamento, e devolvendo-o ao local de origem. A prática, apesar de críticas, é adotada por falta de espaço físico para acolhimento permanente.
Durante a entrevista, o presidente orientou a população a denunciar casos às forças de segurança. As denúncias podem ser feitas à Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros ou diretamente à APAD. “Já temos pessoas respondendo judicialmente, com casos que resultaram em multa e até prisão”, afirmou.
Situações como animais acorrentados sem água, comida ou sombra, especialmente em dias de calor intenso, configuram crime e devem ser denunciadas.
Adoções responsáveis e sem impulso
A APAD também alertou para a importância da adoção consciente. Segundo Patrick, a procura por adoções diminui nesta época do ano, principalmente por conta de viagens e compromissos de fim de ano. A entidade evita feiras de adoção em locais públicos justamente para não estimular decisões por impulso.
O processo de adoção exige documentos pessoais, comprovante de residência e um vídeo do local onde o animal ficará.
Ouça a entrevista na íntegra:
Acompanhe no YouTube:







