Monte Carlo, Celso Ramos, Vargem e Herval do Oeste, já decretaram estado de emergência devido à seca
O Grupo de Ações Coordenadas (GRAC) reuniu-se nesta terça-feira (4) sob a coordenação da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil para discutir estratégias preventivas diante da possível estiagem em Santa Catarina. O encontro contou com a participação de diversas instituições e agências reguladoras e teve como foco as previsões climáticas que indicam a influência do fenômeno La Niña nos próximos meses.
Caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o La Niña pode impactar o regime de chuvas, tornando-as irregulares e reduzidas, principalmente no Oeste e nos Planaltos do estado. A estiagem pode comprometer o abastecimento de água, a agricultura e até mesmo a saúde pública.
Durante a reunião, técnicos da Meteorologia e Hidrologia da Defesa Civil apresentaram os cenários atualizados. Nos últimos seis meses, a quantidade de chuvas no Grande Oeste ficou abaixo da média, e a tendência para os próximos três meses é de precipitações ainda mais escassas. Embora a estiagem ainda seja classificada como fraca, a preocupação cresce diante da possibilidade de agravamento.
Atualmente, quatro municípios catarinenses – Monte Carlo, Celso Ramos, Vargem e Herval do Oeste – já decretaram estado de emergência devido à seca. Apesar de ainda conseguirem administrar os impactos localmente, todos permanecem em alerta.
O gerente de operações da Defesa Civil, Aldrin de Souza, reforçou a importância da prevenção. “A estiagem é um fenômeno progressivo, e seus danos se acumulam ao longo do tempo. Agir antecipadamente é essencial para minimizar os impactos”, afirmou.
Entre as medidas discutidas estão a implementação de planos de contingência, o monitoramento contínuo das condições climáticas e o reforço no abastecimento de água. No setor agrícola, que já sofre com perdas nas colheitas, a preocupação é ainda maior.
La Niña e os desafios para Santa Catarina
O meteorologista-chefe da Defesa Civil, Felipe Theodorovitz, explicou que o fenômeno La Niña tem se intensificado nos últimos meses, aumentando o risco de chuvas irregulares. No Grande Oeste, a escassez hídrica pode comprometer ainda mais o abastecimento de água e a produção agrícola, enquanto no litoral, as chuvas podem ocorrer com maior intensidade.
Diante desse cenário, o GRAC segue monitorando a situação e adotando medidas para reduzir os impactos da estiagem. A Defesa Civil reforça a importância da conscientização coletiva e orienta a população a acompanhar os boletins hidrometeorológicos para se manter informada.
Fonte: Ascom / Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina