Escalado como relator da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil) na Comissão de Comissão e Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), como publicado na coluna de Anderson Silva, o deputado catarinense Darci de Matos (PSD) já decidiu qual será o teor de seu parecer. Ele disse à coluna nesta tarde que apresentará relatório favorável à manutenção da prisão do parlamentar.
Escolhido pela presidente da CCJ, a também catarinense Carol de Toni (PL), Darci de Matos é próximo do presidente da Casa, Arthur Lira, e um dos mais experientes parlamentares de SC na relatoria de projetos de peso. Foi dele a relatoria de propostas como a Reforma Administrativa e a PEC dos Precatórios.
A indicação para a relatoria fez Darci de Mattos mudar a agenda. Ele adiantou a ida a Brasília para esta segunda-feira (25), e passará as próximas horas finalizando o relatório, que deve ser apresentado à CCJ nesta terça.
Hoje deputado, Chiquinho Brazão foi vereador no Rio de Janeiro no mesmo período de Marielle. Segundo a PF, a principal motivação do assassinato da vereadora, revelada neste domingo (24), envolve a disputa em torno da regularização de territórios no Rio de Janeiro.

Trechos da investigação lidos pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, citam a divergência entre Marielle Franco e o grupo político do então vereador Chiquinho Brazão em torno do Projeto de Lei (PL) 174/2016, que buscava formalizar um condomínio na Zona Oeste da capital fluminense.
A PF fala em uma “reação descontrolada” de Chiquinho Brazão pelo resultado apertado da votação do projeto no plenário da Câmara Municipal. Segundo o relatório da polícia, o crime teria começado a ser preparado ainda no segundo semestre de 2017.
Dagmara Spautz/Informações NSC












