Com 82 milhões de inadimplentes no país, nova fase do programa federal tenta frear crise financeira que atinge milhares de famílias
Santa Catarina entrou no radar do novo Desenrola Brasil em meio a um cenário preocupante: cerca de 40% da população adulta do estado está endividada, refletindo a escalada da inadimplência que já atinge 82,8 milhões de brasileiros, segundo levantamento nacional divulgado em março de 2026. Diante desse quadro, o governo federal lançou no último dia 4 de maio, a nova etapa do programa de renegociação de dívidas, batizada de Desenrola 2.0.
A medida foi oficializada por meio de Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto e prevê descontos que podem chegar a 90%, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes. O programa tem duração inicial de 90 dias e é voltado para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, incluindo trabalhadores, aposentados, estudantes e pequenos empreendedores com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026.
Em Santa Catarina, especialistas avaliam que a iniciativa pode representar um alívio imediato para milhares de famílias pressionadas por contas atrasadas, principalmente com débitos ligados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal — modalidades que concentram boa parte das pendências financeiras no país. O valor médio das dívidas brasileiras já ultrapassa R$ 6,7 mil por consumidor inadimplente.
A adesão deve ser feita diretamente pelos canais oficiais dos bancos participantes. A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa ajude a reduzir a inadimplência, reaquecer o consumo e devolver poder de compra a milhões de brasileiros, em um momento considerado decisivo para o equilíbrio financeiro das famílias.








