O rádio segue vivo na voz de profissionais como Chico Santos, que encontrou no veículo um caminho de vida
O 25 de setembro, Dia do Rádio, celebra um dos veículos de comunicação mais tradicionais e democráticos do Brasil. Criado oficialmente em 1936, em homenagem a Roquette-Pinto, considerado o “pai da radiodifusão”, o rádio permanece vivo e atual, chegando diariamente a milhões de brasileiros com informação, música, cultura e companhia. Segundo a Abert, mais de 80% da população escuta rádio, seja em casa, no carro ou pelo celular.
Entre tantas histórias que o rádio carrega, está a do comunicador Chico Santos, que começou no meio quase por acaso. “Eu sempre dizia, desde criança, que queria trabalhar com música. Como não tinha talento nenhum, acabei indo para o rádio”, lembra. A primeira oportunidade surgiu em Florianópolis, quando trabalhava como desenhista técnico em uma TV. “Logo apareceu uma vaga como operador, e foi ali que se abriu todo um futuro para mim dentro desse veículo maravilhoso.”
O primeiro desafio ao vivo também ficou marcado. “Eu era muito tímido, nunca quis gravar piloto. Até que meu padrinho de rádio disse: ‘Tu não vai gravar piloto, vai fazer uma pré-jornada esportiva ao vivo, domingo à tarde, antes de Avaí x Figueirense’. Foi a minha estreia, uma hora no ar sem nunca ter feito nada. E assim começou.”
Chico ressalta a relação de confiança que o rádio cria com os ouvintes. “Quando cheguei em Rio do Sul, ouvi: ‘Você vai entrar na casa das pessoas, elas vão confiar em você. Por isso, cuide da sua vida no ar e fora dele’. E era verdade. A gente percebe o impacto do que diz na vida das pessoas.”
Para ele, o segredo da longevidade está na capacidade de adaptação. “Sempre tentaram matar o rádio, mas é ele que sabe usar cada tecnologia do seu tempo. Hoje temos WhatsApp, site, aplicativo, Instagram, YouTube. O rádio é ágil e está em todas as plataformas.”
Mais do que profissão, Chico define o rádio como um divisor de águas em sua vida. “Foi transformador na minha vida pessoal, emocional e profissional. O rádio foi a forma que encontrei de vencer a timidez e de mostrar quem eu sou. Por isso, neste Dia do Rádio, é dia de comemorar não só o veículo, mas também a história de todos que vivem dele e para ele. Parabéns a nós!”
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