Cerca de 80% dos estabelecimentos de rua foram atingidos
A capital do Alto Vale enfrentou um dos capítulos mais dolorosos de sua história. No dia 18 de novembro de 2023, a cidade viu o rio Itajaí-Açu subir para 13 metros e 4 centímetros, marca que consolidou aquele episódio como a segunda maior enchente já registrada em Rio do Sul. O cenário devastador permanece vivo na memória dos moradores — principalmente dos empresários, comerciantes e famílias que perderam tudo.
No comércio, o impacto foi brutal. Cerca de 80% dos estabelecimentos foram atingidos. E considerando que o setor representa aproximadamente 30% da movimentação econômica da cidade, os prejuízos foram gigantescos. Naquela época, Marco Aurélio Vargas das Neves, presidente da CDL em 2023, lembra com clareza do dia 18 de novembro — momento em que o rio atingiu o ápice e a cidade ficou irreconhecível.
Marco Aurélio, além de líder empresarial, também foi vítima direta. Ele e sua família perderam três lojas, acumulando um prejuízo superior a R$ 1 milhão.
Mesmo sob escombros, a mobilização começou imediatamente. Após o recuo das águas, iniciou-se a reconstrução de ruas, a retirada de entulhos e a reabertura dos estabelecimentos. Hoje, dois anos depois, Rio do Sul segue avançando. Limpezas de rios, obras em barragens e novas estruturas de contenção começam a aparecer — um alívio tardio, mas necessário. Marco Aurélio resume o sentimento dos comerciantes.
A tragédia ficou para sempre registrada na história, mas também deixou uma certeza: o comerciante de Rio do Sul, assim como seu povo, não desiste.
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