Jair Júnior estava internado desde o dia 21 de maio após um acidente durante uma suposta fuga do Gaeco depois de descobrir que seria preso por agredir a ex-namorada
O ex-vice-prefeito de Lages, Jair Júnior (sem partido), recebeu alta do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres na manhã desta segunda-feira (1º) e foi encaminhado diretamente ao Presídio Masculino de Lages para iniciar o cumprimento da pena. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri).
Condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência doméstica, Jair Júnior também perdeu o mandato eletivo. Segundo a Sejuri, ele permanecerá em cela individual, vistoriada pela Polícia Penal e monitorada pelos órgãos competentes.

Acidente ocorreu durante cumprimento de mandado
O ex-vice-prefeito estava internado desde o dia 21 de maio, após se envolver em um grave acidente na BR-116, em Lages. Conforme informações divulgadas à época, ele conduzia uma BMW que colidiu frontalmente com um caminhão.
O acidente ocorreu enquanto agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriam um mandado de prisão contra o político. Após a colisão, Jair Júnior foi socorrido e encaminhado ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou por pelo menos duas cirurgias.
A condenação foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Lages em ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A sentença inclui os crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição praticados contra a ex-companheira.
Além da pena de prisão e da perda do cargo público, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais à vítima e proibiu uma nova investidura em cargo público até o cumprimento integral da pena. O processo tramita sob sigilo judicial.
Defesa da vítima destaca importância da decisão
Segundo o Ministério Público, a denúncia foi apresentada em abril de 2025 após investigação sobre episódios de violência doméstica envolvendo a ex-companheira de Jair Júnior.
Em nota divulgada pelos advogados da vítima, a defesa afirmou que nenhuma posição social ou função pública confere imunidade a quem pratica violência contra a mulher. Os representantes também destacaram que a condenação reforça a importância do enfrentamento à violência de gênero e da valorização da palavra da mulher quando amparada por provas.
Fonte: ND Mais








