Equipamento produz réplicas de ossos fraturados e já realizou cerca de 50 impressões desde novembro
Uma impressora 3D está sendo utilizada para produzir biomodelos que reproduzem partes de ossos fraturados ou com fissuras, auxiliando no planejamento de tratamentos e cirurgias ortopédicas no Hospital Municipal São José, em Joinville. A tecnologia permite criar peças tridimensionais a partir de exames como tomografias e ressonâncias, transformando as imagens digitais em modelos físicos feitos em material plástico.

Os biomodelos são usados principalmente em casos mais complexos atendidos pelo setor de Ortopedia e Traumatologia, onde há necessidade de intervenções cirúrgicas. Um dos principais benefícios é a reprodução exata das dimensões do paciente, permitindo uma avaliação mais detalhada e precisa por parte dos médicos. Desde a instalação do equipamento, em novembro do ano passado, cerca de 50 impressões já foram realizadas para auxiliar em procedimentos envolvendo quadril, pé, ombro, joelho, tornozelo, coluna e outras regiões ósseas.

Segundo o ortopedista Guilherme Stirma, o uso de peças tridimensionais amplia a compreensão do cirurgião sobre a volumetria e a complexidade das lesões, oferecendo uma percepção muito mais realista do que a observação de imagens bidimensionais em telas. Ele explica que a possibilidade de tocar e analisar fisicamente o modelo facilita o entendimento da anatomia e contribui para um planejamento pré-operatório mais eficiente.

Stirma também destaca que a impressão 3D tem se tornado cada vez mais presente na ortopedia, favorecendo diagnósticos mais precisos e melhores resultados aos pacientes. O médico, que pesquisa e utiliza biomodelos há cerca de uma década, participou da implantação do recurso no hospital ao intermediar a doação do equipamento pela empresa Slim 3D Impressoras.
A impressora doada, modelo Creality CFS, é de fabricação chinesa e considerada um equipamento moderno, com operação simplificada. O especialista ressalta que, embora a tecnologia já exista há anos, apenas recentemente se tornou mais acessível, com máquinas mais automatizadas e fáceis de manusear.

Além de contribuir para o atendimento médico, a impressora 3D também vem sendo utilizada como ferramenta de aprendizado para residentes do Hospital São José. O médico residente Annibal Nakamura afirmou que ficou surpreso ao encontrar esse tipo de tecnologia em um hospital público e destacou que o recurso oferece mais segurança no planejamento cirúrgico, além de aprimorar o conhecimento biomecânico e a compreensão de cada fratura, que pode apresentar características únicas.
Fonte: NSC Total








