Segundo o médico, é fundamental que cada pessoa manifeste em vida sua vontade de ser doador
A doação de órgãos, tema cercado por dúvidas, tabus e polêmicas, foi pauta de uma conversa no Jornal do Alto Vale, desta quinta-feira (11), com o diretor técnico do Hospital Regional Alto Vale, Dr. Marcelo Gambetta, e a enfermeira Lucrécia Vendrami. Eles destacaram o papel fundamental da conscientização da população e o preparo das equipes médicas e de enfermagem no processo de captação.
Segundo o Dr. Gambetta, Santa Catarina é referência nacional em doação de órgãos, figurando na liderança do país em grande parte dos últimos 20 anos. O médico destacou que o sucesso do Estado está diretamente ligado ao acolhimento das famílias e à comunicação clara e transparente em momentos de extrema dor.
A enfermeira Lucrécia reforçou que o trabalho envolve não apenas médicos e enfermeiros da Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT), mas toda a estrutura hospitalar, incluindo UTI, pronto-atendimento e apoio psicológico. Ela destacou a importância de esclarecer cada etapa do processo para transmitir confiança às famílias.
HRAV identifica potenciais doadores
O Hospital Regional Alto Vale é responsável por identificar potenciais doadores e realizar os diagnósticos, mas os transplantes em si são feitos por equipes especializadas de outras unidades, como o Hospital Santa Isabel, em Blumenau.
De acordo com Gambeta, nunca houve relatos de arrependimento por parte das famílias que autorizaram a doação. Pelo contrário, muitas relatam alívio e gratidão pelo processo.
Comunicação ainda é um desafio
Apesar dos avanços, ambos reforçam que o desafio central ainda está na comunicação e na informação. A decisão final sempre cabe à família, e por isso é fundamental que cada pessoa manifeste em vida sua vontade de ser doador, conversando com parentes próximos.
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