A Polícia Civil de Joinville prendeu, nas últimas duas semanas, 11 pessoas suspeitas de integrar quadrilhas especializadas no golpe do bilhete premiado, crime que tinha como principais alvos idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na manhã desta quinta-feira (7), três investigados, membros de uma mesma família, foram detidos durante a Operação Statera, deflagrada pela Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE/DIC) de Joinville.
As prisões ocorreram nas cidades de Balneário Camboriú (SC) e Passo Fundo (RS). Ao todo, foram cumpridas 12 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, os três familiares possuíam mandados em aberto por estelionato, um deles também foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens da família, incluindo veículos, contas bancárias e criptoativos.
As investigações apontam que os criminosos atuavam em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
Como funcionava o golpe?
O golpe consistia em abordar as vítimas nas ruas, apresentando uma falsa promessa de alto retorno financeiro, geralmente com apelos emocionais e forte pressão psicológica para convencer as pessoas a sacar dinheiro ou realizar transferências bancárias.
Eles aplicavam a fraude de maneira coordenada, para que a vítima não tivesse tempo de perceber o engano antes da conclusão da transação, segundo o delegado Vinícius Ferreira.
Já foram identificados prejuízos que ultrapassam a casa dos milhões de reais.
Fonte: Mariana Costa / NSC Total












