O principal entrave é que o valor destinado deve ser pago em cota única, sem possibilidade de parcelamento
Existem duas formas de realizar a destinação do Imposto de Renda, conforme destacou a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social de Rio do Sul, em uma entrevista no Jornal do Alto Vale nesta quarta-feira (14). Kika, como é conhecida, explicou que, quando o cidadão faz sua declaração, há um imposto devido, que obrigatoriamente deve ser pago. Este valor, por padrão, vai para a conta geral do Governo Federal. No entanto, uma lei federal permite que parte desse imposto seja direcionada para o próprio município, para políticas públicas voltadas à criança, ao adolescente e ao idoso.
No caso de Rio do Sul, a população pode optar por destinar até 6% do imposto devido para o município, garantindo que esse recurso permaneça na cidade, beneficiando diretamente as entidades locais. O cidadão pode fazer essa destinação tanto no pagamento do carnê-leão, recolhido mensalmente, quanto na declaração anual, entregue até maio. Vale destacar que essa possibilidade é válida apenas para quem faz a declaração completa, não a simplificada.
No entanto, há entraves que dificultam essa destinação. O principal é que o valor destinado deve ser pago em cota única, sem possibilidade de parcelamento, ao contrário do imposto devido, que pode ser parcelado. Esse fator acaba desmotivando muitos contribuintes. Para tentar mudar essa realidade, Kika, adiantou que, o prefeito Manoel Arisoli Pereira está em tratativas em Brasília, acompanhando o projeto de lei encaminhado pelo senador Jorge Seif que busca permitir o parcelamento da destinação.
Ouça a entrevista na íntegra:












