Justiça bloqueia mais de R$ 10 milhões dos envolvidos
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, é um dos alvos da operação “Caixa Preta”, deflagrada nesta quarta-feira (30) pela Polícia Federal para investigar suspeitas de crimes eleitorais em Roraima.
Também são investigados a deputada federal Helena Lima (MDB-RR) e o marido dela, o empresário Renildo Evangelista Lima. Samir e Helena pertencem ao mesmo partido, o MDB, e ao mesmo grupo político no estado. Em 2022, Xaud foi candidato a deputado federal, mas não se elegeu.
De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, incluindo na residência de Xaud e na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Além disso, a Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de mais de R$ 10 milhões em bens dos investigados. As apurações começaram após a prisão de Renildo Lima durante as eleições municipais de 2024, quando foi flagrado com R$ 500 mil, parte do valor escondido na cueca.
Em nota, a CBF confirmou a ação da PF em sua sede, mas negou que a entidade ou seu presidente sejam o foco central da investigação. A deputada Helena Lima, que está em seu primeiro mandato, declarou R$ 10 milhões em bens e é sócia de empresas do setor de transportes e aviação no estado.
Leia a nota da CBF na integra
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que recebeu agentes da Polícia Federal em sua sede entre 6h24 e 6h52 desta quarta-feira, num desdobramento de investigação determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima.
É importante ressaltar que a operação não tem qualquer relação com a CBF ou futebol brasileiro e que o presidente da entidade, Samir Xaud, não é o centro das apurações.
A CBF esclarece que, até o momento, não recebeu nenhuma informação oficial sobre o objeto da investigação. Nenhum equipamento ou material foi levado pelos agentes. O Presidente Samir Xaud permanece tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
Confira a nota da PF
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30/7), a Operação Caixa Preta, com o objetivo de investigar suspeita da prática de crimes eleitorais em Roraima.
A investigação teve início após a apreensão de R$ 500 mil, em setembro de 2024, às vésperas das eleições municipais.
Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima e Rio de Janeiro, além do bloqueio judicial de mais de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.
Fonte: NSC Total / UOL












