Jovem e filha faleceram na última semana; Policia Civil trabalha em investigação
A morte da jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, e de sua filha, após sucessivas buscas por atendimento médico em Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, passou a ser investigada pela Polícia Civil de Santa Catarina.
O caso ganhou repercussão após a família registrar um boletim de ocorrência por suspeita de negligência. A partir disso, o delegado Ícaro Malveira solicitou os prontuários médicos tanto do hospital de Indaial quanto do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, para análise pericial.
A investigação vai apurar se houve imprudência, negligência ou imperícia no atendimento prestado à jovem, que estava no sétimo mês de gestação e havia sido diagnosticada recentemente com diabetes gestacional.
Quatro idas ao hospital
Segundo a família, Maria procurou atendimento no Hospital Beatriz Ramos por quatro dias seguidos. Em todas as ocasiões, foi medicada e liberada. Na segunda ida, exames já indicavam alterações, como queda nas plaquetas e alterações na urina. Ainda assim, ela não foi internada.
No dia seguinte, voltou ao hospital pela terceira vez e novamente recebeu alta. Já no dia 2, após piora no quadro, buscou atendimento em um posto de saúde, sendo encaminhada com urgência ao hospital.
Transferência e mortes
Diante da gravidade, Maria foi transferida às pressas para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde passou por uma cesariana de emergência. O bebê não resistiu. Cerca de uma hora e meia após o parto, a jovem também morreu.
Mãe e filha foram sepultadas juntas na Sexta-Feira Santa (3), em Indaial.
Hospital se manifesta
Em nota, o Hospital Beatriz Ramos informou que iniciou uma apuração interna e que o caso está sendo analisado pela comissão técnica da unidade, seguindo protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde.
A instituição afirmou ainda que lamenta profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade à família, destacando compromisso com a transparência e a apuração rigorosa dos fatos.
Próximos passos
Os prontuários devem ser encaminhados à Polícia Científica, que irá elaborar um laudo técnico. A partir disso, a Polícia Civil deve concluir se houve falhas no atendimento médico.








