O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República confirmada pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30), em São Paulo, pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, durante coletiva de imprensa.
Após a oficialização, Caiado afirmou que, se eleito, pretende adotar medidas para reduzir a polarização política no país. Entre elas, destacou a proposta de uma anistia ampla. “Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita”, declarou. Segundo ele, a iniciativa teria como objetivo “pacificar o Brasil” e poderia beneficiar, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido como pré-candidato após uma disputa interna com os governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior, que também eram cotados para a vaga, mas acabaram abrindo mão da candidatura.
Durante o anúncio, Kassab classificou a escolha como “muito difícil”, destacando o nível dos nomes avaliados pelo partido. Ele afirmou que a decisão foi também um “privilégio”, diante da presença de três governadores bem avaliados em seus estados.
O PSD avalia que há espaço para uma “terceira via” no cenário político nacional, atualmente marcado pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lideranças ligadas ao PL, como o senador Flávio Bolsonaro. Apesar disso, pesquisas de opinião indicam que candidaturas fora desse eixo enfrentam maiores dificuldades de competitividade.
Caiado oficializou sua filiação ao PSD no último dia 14 de março, em evento realizado em Jaraguá (GO), movimento interpretado como estratégico para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Na ocasião, ele também apresentou seu vice-governador, Daniel Vilela, como pré-candidato à sucessão no governo estadual.
Antes de ingressar no PSD, Caiado era filiado ao União Brasil. Sua mudança de partido ocorreu após articulações internas que reuniram também Eduardo Leite — que deixou o PSDB em 2025 — e Ratinho Júnior. À época, os três chegaram a declarar apoio mútuo ao nome que fosse escolhido para representar a legenda na disputa presidencial.
Fonte: Redação G1 / Globo News e TV Globo












