De acordo com o Informe Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) na quarta-feira (15), em 2024 foram registrados 267.977 casos prováveis da doença. Em relação aos óbitos, temos 182 confirmados e 52 permanecem em investigação.
Quando comparado ao mesmo período no ano anterior, Santa Catarina apresentou um aumento de 222,81%, por isso é indispensável a sensibilidade de todos para evitar a proliferação do mosquito em prol da saúde e bem-estar social.
De acordo com Tharine Dal-Cim, bióloga da DIVE, a mobilização da população deve ser constantemente incentivada, visto que as residências são os principais locais de criadouro pelo acúmulo de água parada. “Aproximadamente 80% dos focos positivos do mosquito Aedes aegypti estão nas residências, em ralos, calhas, caixa-d’água destampadas, plantas com água, e a maior concentração dos problemas encontrados pelos agentes de combate às endemias são resíduos sólidos (lixo) desprezados conscientemente pela população dentro de suas casas”, afirma a bióloga.
Veja aqui o informe completo.
Vacinação está estagnada
Em meio ao cenário de escalada de mortes e casos, a cobertura vacinal está estagnada em 21,2% do público-alvo em Santa Catarina. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% do público, que é de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a baixa adesão é motivada por desinformação em relação às vacinas. “Com a vacina da Covid, a gente teve muitas discussões e informações falsas circulando. A vacina foi colocada em xeque em muitos momentos. Foi alegada uma falta de segurança e acho que as pessoas ficaram bastante receosas, apesar das vacinas serem seguras. Mesmo essas vacinas mais novas que estão sendo incorporadas pelo SUS passaram por várias fases de estudo e têm bastante segurança”, disse o diretor da Dive, João Fucks.
Cuidados
Além da dengue, o Aedes aegypti também é o mosquito transmissor de doenças como a chikungunya e a zika. Entre as medidas para controlar a proliferação e evitar a contaminação, recomenda-se:
– Evitar água parada, em qualquer época do ano, mantendo bem tampado tonéis, caixas e barris d’ água ou caixas d’água;
– Acondicionar pneus em locais cobertos;
– Remover galhos e folhas de calhas;
– Não deixar água acumulada sobre a laje;
– Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana
– Fazer sempre a manutenção de piscinas.
Ainda, é importante ficar atento aos sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar também dor abdominal, vômitos persistentes, diarreia, desânimo e sangramento de mucosa. Diante de dois ou mais desses sintomas, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima e beber muita água. A hidratação é a melhor forma de amenizar os sintomas da dengue.
Com informações GOV SC e NSC












