O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes aceitou um pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e decidiu que parte da investigação de tentativa de atentado a bomba ao Aeroporto de Brasília deve tramitar no Supremo. Moraes deu 30 dias para a Polícia Federal coletar depoimentos e realizar outras diligências.
A PGR disse a Moraes que o Supremo tem competência para analisar o caso por entender que a tentativa de atentado ao aeroporto tem relação com outros dois casos em tramitação na corte: o sobre a tentativa de invasão ao edifício sede da Polícia Federal em Brasília em dezembro de 2022, quando houve uma confusão generalizada na região central da capital, com incêndios e depredação de patrimônio público e privado; e o inquérito sobre a prática de atos antidemocráticos anteriores ao 8 de janeiro de 2023.
Ao acolher a sugestão da PGR, Moraes explicou que o STF só não vai analisar as denúncias de crimes que foram oferecidas em uma ação penal em tramitação no TJDFT, que acusa os envolvidos no caso pelos delitos de explosão, incêndio e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito.












