Filha não resistiu e morreu na própria residência da família
A mulher de 42 anos presa em flagrante nesta semana, em Balneário Gaivota, no Sul de Santa Catarina, suspeita de matar a própria filha de 2 anos dentro de casa pode ter sofrido um surto psicótico. Essa é a hipótese que a Polícia Civil trabalha após a trágica morte da menina.
Segundo o relatório da Polícia Militar, a mãe relatou que deixou a menina sentada à mesa comendo e se afastou para servir comida à outra filha. Em seguida, afirmou que não se lembra do que aconteceu. Quando percebeu a situação, chamou o marido, que estava na área externa com a outra criança, pedindo ajuda para socorrer a filha. O pai e um tio ainda tentaram prestar os primeiros socorros, mas Vitória não resistiu e morreu no local.
Ao chegarem, os policiais encontraram a suspeita com sangue nas mãos e nos pés. O pai e o irmão da vítima estavam em estado de choque. A mulher foi levada ao presídio e já foi indiciada por homicídio qualificado, pela impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe e por se tratar de uma criança.
De acordo com o delegado Jorge Ghiraldo, a mulher não tinha histórico recente de problemas de saúde mental, não tomava medicamentos nem fazia tratamento. O filho dela, no entanto, informou que, anos atrás, a mãe recebeu diagnóstico de depressão, mas nunca deu continuidade ao acompanhamento.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a abertura de um incidente de insanidade para apurar a condição psicológica da suspeita.








