Medidas buscam ampliar acesso a terapias hormonais e reduzir impactos da doença na vida das mulheres
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer duas novas opções de tratamento para mulheres com endometriose: o DIU com levonorgestrel (DIU-LNG) e o medicamento desogestrel. As terapias hormonais foram incorporadas pelo Ministério da Saúde em 2025, após recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), e visam melhorar a qualidade de vida das pacientes.
O DIU-LNG ajuda a inibir o crescimento do tecido endometrial fora do útero e é indicado para quem não pode usar contraceptivos orais combinados. Como tem longa duração cerca de cinco anos, facilita a adesão ao tratamento. Já o desogestrel é um anticoncepcional hormonal que bloqueia a ovulação e pode ser usado já nas primeiras consultas clínicas, mesmo antes da confirmação do diagnóstico por exames.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a incorporação representa um avanço na qualidade do atendimento e no acesso a terapias mais modernas pelo SUS. “Mais do que inovação, estamos falando de garantir cuidado oportuno e eficaz para milhares de mulheres que convivem com a dor e o impacto da endometriose em seu dia a dia. A oferta desses dois tratamentos representa, acima de tudo, qualidade de vida para as pacientes e um avanço relevante na atualização tecnológica do SUS, fruto de um processo criterioso, conduzido com base nas melhores evidências científicas pela Conitec”, afirmou.
Para que os tratamentos estejam disponíveis em toda a rede, ainda é necessário atualizar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da endometriose.
Atenção Primária e Especializada
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. No Brasil, os atendimentos na Atenção Primária relacionados ao diagnóstico aumentaram 30% entre 2022 e 2024. Já na Atenção Especializada, o crescimento foi de 70% no mesmo período. Também houve alta de 32% nas internações.
SUS oferece
Atualmente, o SUS oferece tratamento clínico e cirúrgico para a endometriose. Na parte clínica, há terapias hormonais, analgésicos, anti-inflamatórios e acompanhamento com equipe multidisciplinar.
Já nas opções cirúrgicas, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, laparotomia e, em casos mais graves, histerectomia. A doença provoca sintomas como cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, infertilidade e alterações intestinais e urinárias.
Fonte: Agência Gov








